2007/11/27

Hoje gostava de estar lá ....

"No teatro dos sonhos ..."

2007/11/26

o meu trabalho ...

"há gente que não compreende ..."

(clicar para ver)

... eu também não!

2007/11/18

ouvi vezes sem conta ...

Hole Hearted, Extreme






[...]
If i'm not blind,
why can't i see.
[...]
Should have known from the start
I'd fall short with the things I do.

2007/11/13

Folhas de Outono

Como é bom tudo no Outono.


O pior mesmo é a cola que cola as folhas aos meus pés ...

2007/11/05

Mudanças

F***-**!
(Começa assim desta maneira. Porra que este destino prega partidas que nem o Diabo se lembrava.)
Mudanças fazem parte do destino ou é o destino que obriga às mudanças?
A necessidade de mudar é evidente, mas será que é o destino que obriga a fazer? E o quê ... ficar? fugir? desaparecer? enfrentar? ... Não sei.


Queria mudar. Vontade de fugir ao que criei até agora.
Acabei agora de decidir que profissionalmente não vou seguir outro rumo. O desejo de sair não tinha nada a ver com a minha satisfação profissional, que embora não esteja famosa, sinto parte de um projecto importante. A vontade era mesmo desaparecer, fugir de quem gosto. Fugir para deixar os meus sonhos para trás.
E por não querer deixar o que construí, por não querer fugir daquilo que acredito e tento seguir, resolvi ficar.
O facto de deixar para trás coisas importantes leva-me a querer lutar por elas, mesmo que as dificuldades me transforme num masoquista inveterado. Se me vou cansar, não interessa ... já estou mesmo cansado.

Sei o que quero. Sei o que sinto. Sei o que sou.

Já me chamaram de Fraco "... és fraco.", de Estúpido "É um estupido", já me identificaram com um Zé-Ninguém "Ele nunca vai ser ninguém na vida.", já fui confundido como um ser Diferente "És de cor.", mas mesmo assim continuo o meu caminho, refugiando-me, vagueando e em silêncio entre calhaus e pedragulhos, ... e lá está sem destino.
Não me encontram esses, os pilares da Amizade entre os calhaus.
Sigo sozinho e sei que assim não vou a lado nenhum, mas sei que sigo com o meu sentimento. Olho no horizonte, no topo do edificio mais alto da vida, o caminho que seguirei mas não o encontro. O meu destino permanece insolúvel.
Palavras Sábias ouvi estes dias nas vozes de Mestres de Capoeira. De valores que preservam a ancestralidade e que hoje em dia se perdem na confusão que nós somos. Faço por seguir estes valores, que no meio disto tudo, o "swing" da vida está em cada um de nós.

A coragem para mudar não tenho. Tenho sim a coragem para continuar.

E irei dar valor a esta decisão. No meio disto tudo, um diferente look&feel apoderou-se de mim ...

2007/10/27

10º Festival de Capoeira Alto Astral

"São Bento me chama, São Bento me leva ..."


Um convite a assistir ao nosso evento.

- Sábado por volta das 18-19h, espectáculo de teatro e danças brasileiras.
- Aulas de capoeira com grandes Mestres.

... e muito mais coisas para quem estiver interessado, ver aqui (http://capoeiraaltoastral.com/evento/).

2007/10/23

O meu Outono

"O cheiro, as cores, a nostalgia ..."


Uma folha que cai levemente, esvoaçando entre as brisas calmas de horas tardias, e a côr amarela açafrão povoa o meu solo.

Quero-te bem. Quero longe. Despe o manto de gelo e envolve-te entre as folhas que povoam tristes o solo desgarrado, e que te irão esbrasear com o calor do verão passado.

Essas brisas de Outono que carregam o último suspiro do Verão, sopram cada vez mais fortes e o destino é invariavelmente trocado por raios e trovões de fim de tarde. As noites, antes calorosas, agora amenas e mais longas, deixam no ar que respiramos o cheiro de molhado em terra seca. A escuridão da noite, apavora quem nela se recolhe, e sons quebradiços libertam a adrenalina do medo.
Só uma luz branca de um relâmpago amanhece a noite escura.

Pesam os braços, os ombros, o pescoço. Os ramos são frágeis nas árvores.
O silêncio de palavras que nunca saberei escolher invadem a solidão de velhos carvalhos que se erguem no meio da floresta. A dor de ter que decidir, e saber que o Perder irá ser comum a qualquer decisão.

As folhas continuam caídas.
Amanhecem mais amarelas ainda, acastanhadas quiçá, aqui e acolá. Mas mais juntas de certeza, com o frio da noite que se fez.

O primeiro raio de sol devolve a alegria, que rapidamente se desfaz na primeira rajada de vento. Volátil é essa alegria interior, que sobrevive a cada outono que passa.

O meu outono.

2007/10/18

Coisas boas do mundo futebolês

"... houve alguém que ficou de olhos trocados e outros de olhos em bico"






Sinceramente, não sei como é que os comentadores japoneses ainda conseguem comentar este lance genial. Eles, com os seus olhos em bico devem ter tido alguma dificuldade em perceber o que aconteceu ...

Juro que eu já fiz pelo menos uma parecida, só que não havia TV a filmar e japoneses a comentar!

2007/10/17

Pulp Fiction

"cenas memoráveis"






... adoro.

2007/10/05

Calling you very, very, very loud ...

Who am i going to call?



2007/09/05

Olhares

"Entre olhares perdidos, sempre a procurar entender o teu olhar."


Entre a partilha de emoções, mostra-me aquilo que não vejo,
porque o meu silêncio continua, na procura do teu degelar.
Por um sentimento de felicidade, no sorriso de um olhar teu,
... mergulho em busca da palavra mágica,
Amar.

2007/08/30

Fábula - Continuação II

"Entre Raios e Trovões" (o querer, a busca)


A Princesa na sua terra do gelo, reinava e mantinha a sua alma afastada de outros mundos, e protegia o seu tesouro com enorme coragem. Esse tesouro, brilhante e esplendoroso continuava a ser o centro de todas as suas acções.
Vezes sem conta, a alegria que saía do seu lindo sorriso transformava esse tesouro, iluminando o castelo do gelo e acendendo o calor do seu coração.
A Princesa linda, de olhos de mel e olhar terno vivia assim.
O rapazinho que ela agora sabia que agora pertencia a outro reino, ainda fazia parte dos seus pensamentos. Alguns dias, lembrava-se e ía até à praia onde o tinha perdido e ficava lá uns momentos a desejar saber quem era, o agora Principe dos Sonhos.
Numa dessas vezes lembrou-se do pássaro-do-sol, o mesmo que a tinha avisado da catástrofe daquele dia. Lembrou-se que esse pássaro, lhe podia ajudar a saber do rapazinho que aparecera na sua terra. Resolveu então a princesa enviar uma mensagem e escreveu essa mensagem num lenço de seda que trazia consigo. Depois quando uma brisa mais forte soprou, ela ergueu no ar o lenço e largou-o. O lenço foi sendo levado pela brisa e foi cada vez mais se afastando até se perder de vista. Nesse momento a Princesa sorriu e sentiu um alivio no seu coração e com enorme alegria foi a correr para o seu castelo de gelo, ao encontro do seu tesouro.

No dia seguinte, amanhecia como se fosse ainda noite cerrada. O céu azul, encontrava-se escuro. Nuvens grossas rugiam em fortes estrondos como se fossem enormes pedras a rolar do céu abaixo. A princesa deteve-se numa janela do seu quarto e verificou que o seu reino sofria de um grande mal nesse dia. Uma escuridão moribunda abateu-se sobre a sua terra e não sabia o que estava a acontecer. Durante alguns instantes, alguns clarões provocados pelos relampejares que aconteciam, mostravam a dor que ia naquela terra. A tristeza, o horror e o medo eram sentimentos que faziam parte daquele reino naquela manhã.
A amargura da Princesa crescia à medida que o tempo passava e as nuvens negras não passavam e embora o seu castelo continuasse forte perante aquele cenário, o medo da princesa ia aumentando. Percebia também que com aquele tempo nunca iria saber de nada sobre a mensagem que tinha deixado ir. Os dias passavam e o negro dos dias, e os barulhos dos trovões não davam sinais de acalmia. Parecia novamente que outra catástrofe se apoderava daquele reino. Percebendo isso, ela tomou uma resolução. Iria enfrentar a tempestade e ia à procura da sua resposta.
Ela sabia que não podia falhar, muito menos agora.
O seu sorriso de princesa e o olhar terno transformavam-se em forças de tal forma que ninguém a ousaria enfrentar em qualquer situação que houvesse. Os seus olhos de mel, assumiam a forma de olhos de loba com instinto predador de quem se prepara para a caça.
E assim decidiu ela, ir à procura do seu Principe.

O Principe dos Sonhos, continuava também na busca da sua Princesa. Entre várias viagens, a companhia do seu companheiro de viagem, fazia-o também enfrentar o facto de estar sozinho. O seu cavalo-alado, era um fiel amigo também e sempre tinha uma palavra de conforto para dizer ou sabia sempre qual era o caminho a seguir.
Os seus sonhos continuavam a fazer parte da sua vida, e eram eles que o guiavam no seu querer. O perfume, agora nunca mais o podia esquecer, pois estava guardado na lágrima de diamente que trazia bem guardada num bolso da sua capa.

2007/08/24

"o dia do pastel de nata"


Muito mais que a mim, os Parabéns a Todos vós.
São Todos, os que fizeram e fazem parte deste puzzle de vida.

2007/08/23

Ronda

"Una bellíssima cidade para visitar. Agora me voy para Lisboa. Acabou-se o (pouco) dinheiro. Manaña es outro dia."

Ronda era um cidade que tinha algumas expectativas, pelo que tinha lido e pelo que tinha visto.
Cedo saí de Málaga com destino a Ronda. O autocarro não era directo e acabei por fazer o percurso pela "Costa do Sol", e passei pelos destinos veraneantes desta zona ... Torremolinos, Fuengirola, Benalmadena, Marbela e estava um lindo dia de praia. Devia mas é ser o hoje o dia escolhido para ir dar um mergulho no mediterrâneo, e não ontem.
Chegado a Ronda, fui descobrindo aos poucos, entre as ruelas típicas, todos os encantos desta cidade. Ronda é conhecida pela sua arena de touros e por lá se terem cometido algumas proezas taurinas. Gosto desta arte de dominar o touro, apesar de considerar também algo bastante selvagem. Gostaria também de um dia qualquer poder ver ao vivo uma faena deste género e a sua afición.
Ronda situa-se no alto de uma da Serrania de Ronda, erguendo-se numa das suas encostas, e por isso mesmo proporciona vistas magníficas das montanhas e planicies que a circundam. Um dos locais mais espectaculares, é a Puente Nuevo, esplendorosa. Curiosidade, dizem que o arquitecto que construíu a ponte caíu ao rio guadalevin e morreu ao querer gravar o seu nome num dos lados da ponte, no ano em que terminou a sua construção.

Acabou-se assim esta viagem. O dinheiro também não dava para muito mais. Ao ínicio estava um bocado desanimado, mas depois fui-me recompondo. Gostei imenso de Córdoba, até porque disfrutei melhor por lá.
Costumo dizer que não gosto de espanhóis, mas estive em Barcelona e gostei. Na Andaluzia, gostei dos seus costumes. É caso então para dizer, "não gosto de alguns espanhóis ..."

Quanto a mim, continuo com a certeza daquilo que penso e que sinto, mas confuso com o mundo real que me rodeia.
Sei o que quero, mas não sei o caminho a seguir.
Ficar parado, não me parece boa ideia.
Desistir, também não faz bem a minha maneira de ser.
Esta semana houve uma surpresa. Alguém de a algum tempo atrás apareceu e disse que eu era exigente. De facto, não é por acaso que após 32 anos ainda tenho muito a preencher neste puzzle da vida.

2007/08/22

Málaga-Fuengirola

"Bunito ... será que o anti-ciclone dos açores também chega aqui??? ... e o mergulho no mar mediterrâneo ficou para outra altura."

De volta a Málaga para ir até Fuengirola para dar um mergulho no Mediterrâneo.
Saí cedo de Granada. Do centro da cidade para a paragem de autocarro, demorei 45 minutos a pé, em vez de pagar 1€ e demorar 5 min de autocarro. É o meu espírito de caminheiro. Chamaram de 'loco' ... estes espanhóis!!!
Cheguei a Málaga com o tempo cinzento. Depois de instalado, apanhei de novo o autocarro para Fuengirola, uma vila-cidade de veraneio. A caminho de lá abateu-se uma chuvada tornando impossível um mergulho no Mediterrâneo e quando cheguei havia equipas de reportagem de televisão a filmarem em como no top do verão as praias estava desertas.
Pergunto eu, será mesmo o anti-ciclone dos açores que já chegou cá??? Entretanto, acabaram-se as fotografias. A máquina digital (nova, e que já estava marada à vinda para cá) pifou de vez. Como estava a contar com esta máquina, acabei por não trazer muitos filmes e agora estou limitado a somente 15 fotografias.
Voltei para Málaga. A noite em Málaga já me pareceu melhor. Estes dias de temperaturas elevadas durante a noite a vontade é mesmo estar na rua. É o que hoje se faz por cá. Gentes na rua, bebendo, comendo, falando ... divertindo-se. É giro.